.O VATICANO

.O VATICANO

.O Vaticano - de Nanû da Silva

"... um beijo foi o primeiro contato entre Pietro e o Papa"
--- Cadê o baseado? - perguntou o Papa.
--- ? - Pietro sem entender.

Nesses rabiscos x leitor/a vai ler dois livros em um. Imagine lendo um romance onde o rabiscador intervem. Aqui nessa obra tu vai ler o romance e a história do rabiscador sobre a arte de escrever seu primeiro romance. Uma ficção deliciosa, onde o rabiscador tenta quebrar padrões na literatura. risos, gargalhadas, inocência, gritos e literatura.

terça-feira, 24 de março de 2015

COM AS MALAS PRONTAS DE POESIAS

COM AS MALAS PRONTAS DE POESIAS

“Tenho o Amanhã o Amor e a Poesia
Posso caminhar sem medo”
“Três personagens me ajudaram a compor
Estas memórias.
Quero dar ciência delas,
Uma, a criança,
Dois, os passarinhos;
Três, os andarilhos.”
“Meu verso, temo, vem do berço.
Não versejo porque eu quero,
Versejo quando converso
E converso por conversar.”
“Até hoje perplexo
Ante o que murchou
E não eram pétalas.”
“E nada vibrou...
Não se ouviu nada...
Nada...”
“Componho-me por entres putoesias e lágrimas do tempo
Tempestade de poesias
Assim vou seguindo
Nessa estrada”


(Solano Trindade \ Manoel de Barros \ Paulo Leminski \ Carlos Drumond de Andrade \ Mario Quintana \ Avles Sevla Alves)

FLOR DE CONCRETO COLETIVO

FLOR DE CONCRETO COLETIVO

“As únicas coisas eternas são as nuvens...”
A poesia é incomunicável.
Fique torto no seu canto.
Não ame”
“A putoesia é arma
Que a poesia descobriu
E voltou a ser perigosa”
“O amor, esse sufoco,
Agora há pouco era muito,
Agora, apenas um sopro.”
“Não sei se percebeu,
Enquanto conversávamos
Choveu.”
“Quando eu nasci
Meu pai batia sola
Minha mãe pisava milho no pilão
Para o angu das manhãs.”
“Seguindo caminhos
Caminhos seguidos
E sendo molhado pelas lágrimas da movimentação das galáxias
O tempo”


(Mario Quintana \ Carlos Drumond de Andrade \ Avles Sevla Alves \  Paulo Leminski \ Rafael Batista \ Solano Trindade \ Anigav da Silva)

ÁRVORE COLETIVA

ÁRVORE COLETIVA

”Baticuns maracatucando
Na minh’alma de moleque
Boneca negra na minha meninice”
“Conversas de criança,
Risadas de quem não se cansa
De poder simplificar”
“Tempo lento,
Espaço rápido,
Quanto mais penso,
Menos capto.”
“Por uns caminhos extravagantes,
Irei ao encontro desses amores
- por que suspiro – distantes”
“Onde foi Tróia,
Onde foi Helena,
Onde a erva cresce,
Onde te despi,”
“Na imensidão de meu cosmo
Na busca de desse preludio
E tirando as palavras do guarda-palavras
Onde irei voar até minhas asas alcançarem”
Qualquer idéia que te agrade,
Por isso mesmo... é tua.
O autor nada mais fez que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua...”

 (Solano Trindade \ Rafael Batista \ Paulo Leminski \ Cecília Meireles \ Carlos Drummond de Andrade \ Rukatachi kushi \ Mário Quintana)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ABRAÇOS DE ABUTRE DO HIMALAIA

ABRAÇOS DE ABUTRE DO HIMALAIA

A todos
A todas
Ao vento
Ao sol
A lua
Ao átomo
A outro mundo és possível!
A todxs
Que lutam pela liberdade
De todxs!

(Sevla  - Anarco punk resiste! – só estarei livre se todxs estiverem livres)

SOLILÓQUIO EU SOU PORQUE NÓS SOMOS

SOLILÓQUIO EU SOU PORQUE NÓS SOMOS

Permanecer no concreto
Realidade imposta por mim
Apagou a realidade
Construiu 1984
E me presenteou com a realidade
Sua!
De apenas um no meio da multidão
Caminhando ao abismo do ter
Nesse jardim onipresente
Nesse jardim de onisciência
Nesse jardim Uno
Deus fugiu para não ser morto.
Bakunianicamente flor resta sou
Sou e quero ser
O que sou
Se sou desejo ke todos sejam
Ser.
A empatia dos de baixo
E nesse jardim de guerra
Escolhi a mim mesmx
A luta pela liberdade de todxs
E ponto final
Só há liberdade se todxs foram livres.

(Resta Flor - “Um antropólogo fez uma brincadeira com crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que o primeiro que chegasse junto a árvore ganharia todas as frutas. Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar da recompensa. Quando o antropólogo perguntou porquê elas haviam agido dessa forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, eles responderam: Ubuntu, como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes? UBUNTU na cultura Xhosa significa: “Eu sou porque nós somos”)

MONÓLOGO DA LÁPIDE DO DIABO

MONÓLOGO DA LÁPIDE DO DIABO

Sinto o cheiro da noite
Jasmim-ne-me minhas narinas
Uma leve dor no braço direito
Minha cama não sente sua falta
Mi realidade és cheiro de manjericão.
Baco és mi iniamigo.
Fico por aqui...
... mi amore.

(Deus – E lembre-se sempre que o poder de escolha esta em suas mãos, não dê o prazer de cair nas garras dos monstros estupradores e destruidores dos recursos naturais do planeta.)

MONÓLOGO DA ERA UMA VEZ UMA BALA QUE SAIA DA ARMA DE UM HUMANO.

MONÓLOGO DA ERA UMA VEZ UMA BALA QUE SAIA DA ARMA DE UM HUMANO.

Aiiiiiiiii Aiiiiiiiiiiiii
Di mimmmmm!
Aiiiiiiiiiiiiiiii Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Di Miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimmmmmmmmmmmmm
Plantado nesse jardim
Urbana resta flor;
Buscando
Aprender o finale
O fim
O destruir
Essa dor.
Aiiiiiiii
Di mimmmmmm!
Essa dor ke corroi o ser
O ser controle
O ser ter
O ser destruir para ter.
Aiiiiiiiiiii
Di mimmmmmm!
Sugerindo
Anarquia
Que voa baixo
No compasso
Do riacho
ke és vida.
Para ser alcançada
pelas mãos
De todxs xs de baixo.
Aiiiiiiiiiiiii
Di mimmmmmmmmm!
Os ke voam
Os ke andam
E os ke rastejam
Caminham
Observam
defecam
Nessa semeadura
Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Diiiii Miiiimmmmmmmmmmm
Menos xs de cima
Os ke ama o ter
Os ke ker controle
Os ke estão mortos
Pela alienação de apenas ter.
Outro mundo és possivellll.

(Bakunin - Comece a cultivar e produzir seu alimento, reduza o consumo de petróleo e seus derivados, reflorestamento, compre suprimentos, ouça a sua voz interior, em vez de escutar a voz da publicidade… são pequenos grande gestos para escapar de monstros.)

MONÓLOGO DO NIILISMO DA PUTOESIA

MONÓLOGO DO NIILISMO DA PUTOESIA

Acabo de plantar
Nesse jardim urbano
Da Flor resta
Meus vazios imperfectus.
Acabo de plantar
Corvos sobre mi lapide;
Acabo de plantar
Augusto dos Anjos
Pela Liberdade.
Acabo de plantar
Nessa plantação urbana
Putoesias
Putoesias

Sevla  - Quem não confia não se comunica não se abre não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si e nos outros.)

PUTOESIAS COLETIVAS em homenagem a Anarquia. Ao som da banda Menstruation

PUTOESIAS COLETIVAS em homenagem a Anarquia. Ao som da banda Menstruation

“Quem ouve o arrependimento
Do automóvel criminoso?”
“Por que me ensinas dos retores
Os necessários argumentos?”
“Uma plataforma acima do mar
Determinado o desperdício do resultado
Entrar no mundo dos vivos é o acontecimento ao roper da aurora.”
“Estou na cama na Europa
Só numa velha roupa de baixo
Vermelha simbólica do desejo
De união com a imortalidade
Mas o amor do homem não é perfeito
Chove em fevereiro”
“Era um sonho dantesco... O tombadilho,
Que das luzernas avermelha o brilho,
Em sangue a se banhar”
“A eternidade está longe
(menos longe que o estirão
Que existe entre o meu desejo
E a palma de minha mão).”
“Ela permanecia em cima da mesa
Depois de mais um dia de batalha
As flores do urbano jardim urbana-se
Ela permanece em cima da mesa
Ela permanece em cima da mesa”



(Pablo Neruda \ Anacreonte \ Cássio Macedo Lopes de Aquino \ Maria Inês de Almeida \ Allen Ginsberg \ Castro Alves \ Manuel Bandeira \ Anigav da Silva – numa noite de Lua)

domingo, 23 de novembro de 2014

caihaicaiii

Masturbar-se-se
Fim da religião és
Preciso ser és
(Avles - O mundo não nos pertence. Se tem um amo que é estúpido o suficiente para o querer do modo como está, esse amo que fique com ele. Que conte as ruínas no lugar de edifícios, os cemitérios no lugar de cidades, a lama no lugar de rios, e o resíduo putrefato no lugar de mares. O maior espetáculo de magia do mundo não mais nos encanta. Estamos certos de que comunidades de prazer irão emergir da nossa luta, aqui e agora. E pela primeira vez, a vida triunfará sobre a morte.)


Lua. Dia. Sol.
Preto. arco-íris és
Sol. Lua. Dia.

(Avles - Em frente, todxs! E com braços e coração, palavra e caneta, punhal e revólver, ironia e maldição, roubo, envenenamento e fogo posto, vamos declarar... guerra á sociedade... – Dejaque)

chuva

CHOVIA cápsulas
No jardim.
Palácio do planalto.
Brasília. Brasile.
 As formigas, plantas e Cibele gargalhavam.
 Deputados, senadores e o presidente, fazem chover sangue de seus próprios corpos.
 A pequena baratinha que passava por ali.
Ria que só.

(Himalaia – abraços de condor)